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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fall in love


Apaixonei-me por diversas vezes. Todas elas diferentes umas das outras. Não foram muitas, foram apenas várias. Mas houve uma paixão que sobressaiu. E que perdurou acima de tudo o resto, acima de todas as dificuldades que encontrou. E persiste e teima em existir, passando o limite dos três anos que dizem por aí que estas coisas mais inflamadas costumam durar. É um sentimento tão bom, que não queria que me deixasse nunca. Faz uma pessoa sentir-se forte, capaz de coisas, muitas coisas. Capaz de esperas, de sacrifícios e de outras coisas difíceis, que de outra forma seriam inviáveis. Capaz de nos fazer fazer coisas que julgávamos que nunca iríamos fazer. Eu sou assim, de paixões assolapadas. Basta olhar e já sei que é a pessoa. Ou mesmo a coisa. Também me apaixono por música ou por hobbies, ou por isto ou por aquilo. Sou de paixões à primeira vista. Sei logo. Tenho logo a certeza quase toda assim de uma vez só ou, pelo menos, num espaço de dias. Entretanto, com a minha paixão mais duradoura foi um pouco diferente, neste aspecto. Soube que ele ela uma pessoa importante para mim, mas achei que não era o momento certo. Tinha razão. 

Gosto de me apaixonar, dá sentido à vida. Andar feliz com uma coisita qualquer, porque até dá uma coisa qualquer na TV que a gente gosta, porque até nos anda a dar muito gosto ouvir uma certa música e temos vontade de a ouvir vezes sem conta. Mas o melhor é quando temos oportunidade de nos apaixonar todos os dias pela mesma pessoa. Isso sim, dá mesmo sentido à vida.